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27/05/2012

[Personagem do Dia] Estrela Polar !

Jean-Paul Beaubier, o Estrela Polar, é um mutante membro da Tropa Alfa e, mais tarde, dos X-Men. Criado em 1979 por Chris Claremont e John Byrne, possui alta velocidade e a capacidade de voar. Faz dupla com sua irmã gêmea Aurora, que possui poderes semelhantes. Quando atuam juntos, conseguem maximizar seus poderes e gerarem fortes clarões de luz. 

Inicialmente foi integrante da super-equipe canadense Tropa Alfa, junto de outros mutantes como Sasquatch e Pássaro da Neve. Aos poucos foi tomando destaque até que, em 1992, Estrela Polar protagoniza um momento histórico para a cronologia do personagem e, também, para as HQs em geral. Em Tropa Alfa #106, escrita por Scott Lobdell, Jean-Paul encontra uma criança abandonada e decide adotá-la, dando-lhe o nome de Joanne, porém a menina sofre de AIDS e vêm a falecer. Em circunstância dos acontecimentos, ele solicita uma entrevista coletiva e revela ao mundo sua homossexualidade. O tema AIDS/ prevenção sexual também foi explorado na época. 

Esta revelação gerou bastante discussão e controvérsias, como sua saída da equipe. Estrela Polar é considerado um dos primeiros super-hérois gay do mainstream quadrinístico, antes dele só haviam suposições. Em histórias posteriores, alguns roteiristas simplesmente ignoram este fato, enquanto outros exploram de diversas maneiras, como o fato da Aurora (que possui dupla personalidade) aceitar Jean e, ao mesmo tempo, não aceitar. No início dos anos 2000, quando Jean-Paul se torna membro mais ativo dos X-Men, a questão da sexualidade é tratada mais naturalmente, contrastando entre os personagens homofóbicos e os alunos mutantes que se inspiram na figura do Estrela Polar. Jean-Paul também lança o livro “Nasci Normal” (Born Normal). 

Passados 20 anos desde sua sexualidade vir à tona, o personagem passa por outro momento polêmico em 2012: a Marvel irá celebrar o casamento de Estrela Polar com seu namorado, Kyle. Mesmo em tempos em que este tipo de evento não seja mais novidade, trata-se de mais um marco nas HQs de super-hérois. Como de praxe, os fans dividem opiniões. 

Como visto, é impossível falar do personagem sem comentar de sua sexualidade, porém o mutante possui outras qualidades e momentos marcantes. Entre as fases interessantes de Estrela Polar, destaca-se os momentos que sucederam à sua revelação, quando sai da equipe e tenta procurar por sua irmã desaparecida. Num momento de depressão, sem o apoio dos antigos amigos, ele tenta suicídio voando em alta velocidade em direção ao céu, porém acaba ficando inconsciente e caindo num barco. Já nos anos 2000, se torna professor na Academia X e protagoniza uma luta mortal contra o Wolverine. 

Em X-Men Ultimate, passado na realidade alternativa da Marvel, Jean-Paul possui praticamente as mesmas características e poderes, porém namora com Colossus. 



 


*Até!

25/05/2012

[Review] Ponto de Ignição #4 !



Nome Original: Flashpoint #3;  Flashpoint: Kid Flash Lost #2 e #3
Editora/Ano: Panini, 2012 (DC, 2011)
Preço/ Páginas: R$5,90/ 68 páginas
Gênero: Super-Herói/ Ação
Roteiro: Geoff Johns; Sterling Gates
Arte: Andy Kubert; Oliver Nome
Sinopse: após a tentativa frustrada e insana para tentar recuperar seus poderes, Barry Allen tenta outra vez, agora com resultados surpreendentes. Nas ruínas da Inglaterra, Lois Lane tem um inesperado encontro com a resistência. Ponto de Ignição – Kid Flash Perdido: no futuro, Bart Allen e Patty Spivot tentam escapar de Brainiac e, ao mesmo tempo, salvar o passado.


Estamos na penúltima edição de Ponto de Ignição, a minissérie que mudou todo o Universo DC. Para algo de tanta importância, é esperado uma história épica e emocionante, mas ao final de cada edição ficamos com a impressão de "ok, tudo bem.... quando irão trazer a antiga DC de volta?". A história não empolga mais e os inúmeros spin-offs não atrai os novos leitores, afinal de contas, quem quer ler (e gastar) tantas HQs somente para tentar entender como ocorreu essa reviravolta na editora?

A boa notícia é que a Panini irá publicar Os Novos 52 por completo, ou seja, todas as novas séries da DC irão sair por aqui. Com isso também veio uma "nova" forma de publicação, reservada à comic shops e com um valor mais elevado, viabilizando o lançamento de HQs mais obscuras. Claro que muito se comentou (e criticou) quanto à organização dos mixes e dessa distribuição, mas também deu esperanças aos leitores que aguardam séries pouco conhecidas por aqui (ou até canceladas) de serem lançadas, não importando se gastarão um pouco a mais. Por enquanto, ponto para a Panini pela iniciativa, só lembrando que por volta dos anos 2000 foi tentado algo parecido por outras editoras, mas que não vingou.



A edição se inicia com Flashpoint #3, a série principal. Recapitulando, o Flash acordou numa realidade paralela onde ele não possui poderes, não é casado, sua mãe está viva e os hérois que conhecia mudaram bastante. Não há mais Liga da Justiça, o Aquaman e a Mulher-Maravilha enlouqueceram e estão destruindo Londres e a Europa, além de travarem uma guerra entre si. Afim de tentar restaurar a realidade, Barry pede ajuda à Batman, que estranha no início mas decide ajuda-lo à recuperar seus poderes. Numa noite chuvosa, é posto uma cadeira cheio de produtos químicos e um pára-raios no quintal para tentar repetir o feito que deu os poderes ao Flash. No final, ele quase morre.

Então chegamos nesta edição. Depois de todo o drama dele quase morrer, a dupla tentam realizar o experimento de novo e, para nossa "surpresa", o Flash recupera seus poderes. Então começa uma sequência de ações que pouco empolgam e quase não acrescentam ao objetivo principal, que seria explicar melhor como ocorreu o "reboot". Barry convence Batman à se unir ao Cyborgue, na tentativa de reunir outros integrantes da Liga para salvar o mundo. Juntos, vão até a base onde ocorreu o Projeto Superman, algo secreto envolvendo o Homem de Aço. Lembrando que apenas o Flash sabe do que ocorreu à realidade e claro que uma invasão dessas não passaria despercebida.




O grande problema em Ponto de Ignição é o que prometeu ser e o que não conseguiu ser. Afinal, estamos falando de um acontecimento que zerou praticamente toda uma vida de HQs. Como falei no início é esperado algo épico, mesmo daqueles que não acompanham o Universo DC, mas ao invés disso temos mais uma história envolvendo heróis numa realidade alternativa. Em compensação, a arte de Andy Kubert é ótima e consegue captar bem as cenas de ação, mesmo quando são mais "dramáticas". Destaque, também, para a participação especial de Lois Lane no papel de uma repórter investigativa, tentando encontrar a "resistência" em meio ao caos que se tornou a nova Temiscira.

Na sequencia temos a conclusão da série Kid Flash Perdido, mostrando o velocista mirim indo parar em outra realidade paralela e mais mudanças em personagens, como Patty Spivot se tornando a nova Perseguidora Implacável. Acordando numa realidade governada por Brainiac, ao estilo Matrix de ser (com direito à máquinas sugando energia de humanos presos em tanques de realidade virtual), Bart arma um plano para fugir de lá e tentar voltar ao tempo normal.


De destaque temos a arte que, como era de se esperar, abusa nos tons de vermelho e amarelo numa explosão de luzes. De restante, boiei geral. Surge um "Flash Negro" e depois um "Flash Branco", vários flashbacks mostrando a família Flash em situações diversas culminando num "trágico" fim (que acredito ser passageiro). Sinceramente, não estou entendendo muito bem toda essa história de "Ponto de Ignição" (gostaria de saber que não sou o único :)

Para os fans mais veteranos será interessante rever algumas lembranças dos vários Flashs que existiram no Universo DC, com direito a simulação de traço e tudo. A Panini mantêm o formato de especiais (capa couché e miolo LWC), o preço convidativo e um "recapitulando" no início da edição. No mais, é aguardar a chegada da última (e decisiva) edição de Ponto de Ignição, para então lermos alguma série dos Novos 52.
*Cansei de ler tanto "Flash".
*Até!

23/05/2012

[Especial] Os Novos 52 pela PANINI !



No ano passado a DC Comics zerou todas as suas séries, apagando alguns eventos, criando outros, novas origens, novas equipes etc. Agradando ou não, o fato é que a editora voltou a liderar as vendas e continua lucrando até agora. Para conhecer melhor o reboot leia este post e, para entender como que isso ocorreu, leia a mini-série Ponto de Ignição.

Os fans brasileiros tinham várias dúvidas: como a Panini irá lançar as novas revistas? Irá zerar as edições atuais? Sairão todas as 52 séries? E os mixes? Etc etc. Muito se especulou nos diversos fóruns de quadrinhos para que, finalmente, a Panini noticiasse oficialmente o lançamento dos Novos 52. Em 08/05 a editora publicou em seu blog, o Wizmania, que iria publicar as 52 séries, surpreendendo alguns leitores, que não botavam fé. Foi criado um site específico e já informando como serão alguns mixes. Como de praxe, mais mimimis em torno dos títulos escolhidos para compor cada edição nacional e, também, da nova distribuição exclusiva à comic shops dos títulos menos conhecidos e/ou de difícil lançamento em bancas. Enfim, nessa semana a Panini começou a revelar a capa, preço e demais informações a respeito das revistas. Como já falei por aqui, não acompanho séries de heróis, mas começarei a ler algumas coisas desses “Novos 52”. Unindo o útil ao agradável, confiram como serão essas novas revistas e alguns comentários meus, quais pretendo comprar, quais a crítica gostou/ não gostou...


Título: Superman #1
Preço: R$6,60/ 68 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição nacional
Vou comprar? Talvez
Comentários: O destaque deste mix fica para Action Comics, escrita pelo Grant Morrison, que vem ganhando elogios. Não gosto do homem de aço, mas gosto do Morrison, resta saber se as demais séries são boas para valer a compra.
Séries do mix: Supergirl - Superman - Action Comics

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Título: Novos Titãs & Superboy #1
Preço: R$6,90/ 52 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição via Comix e Devir
Vou comprar? Talvez
Comentários: Os Novos Titãs é um grupo que simpatizo bastante e sua nova série gerou certa polêmica por incluir um herói gay. Se eu comprar, será pela equipe.
Séries do mix: Superboy - Novos Titãs

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Título: Universo DC #1
Preço: R$16,90/ 148 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição nacional
Vou comprar? Não
Comentários: Várias séries medianas reunidas. As séries Aquaman e Mulher-Maravilha foram bastante elogiadas, mas não pagarei R$17,00 para acompanhá-las.
Séries do mix: Falcões Negros - A Fúria de Núclear - O Selvagem Gavião Negro - Aquaman - O.M.A.C - Senhor Incrível - Mulher-Maravilha

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Título: Flash #1
Preço: R$5,90/ 68 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição nacional
Vou comprar? Não
Comentários: Também foram títulos razoáveis no lançamento. Não comprarei, pois não curto os personagens.
Séries do mix: Flash - Exterminador - Arqueiro Verde

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Título: Lanterna Verde #1
Preço: R$5,90/ 68 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição nacional
Vou comprar? Não
Comentários: Mix que vai agradar bastante aos fans dos Lanternas, porém é o mesmo caso do Flash (e de muitos outros), precisa gostar do personagem pra pegar interesse em ler.
Séries do mix:  Lanterna Verde - Lanterna Verde: Os Novos Guardiões - Tropa dos Lanternas Verdes

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Título: Universo DC Apresenta #1: Desafiador
Preço: R$6,90/ 52 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição via Comix e Devir
Vou comprar? Sim
Comentários: Esta irei comprar, pois desde que conheci o Desafiador na HQ Deadman - Amor Após a Morte que achei o personagem muito interessante, além de ter um ar todo "Vertigo" de ser. Devido a distribuição exclusiva à lojas especializadas, o valor ficou um pouco alto, mas pelo que parece será bem variada, com uma série diferente por mês, já que serão duas edições de uma só vez.
Séries do mix: Desafiador

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Título: Liga da Justiça #1

Preço: R$5,90/ 68 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição nacional
Vou comprar? Talvez
Comentários: Talvez o principal mix do lançamento por incluir a série mais comercialmente bem sucedida do reboot: a própria Liga da Justiça. Por este motivo, talvez compre por curiosidade, mas sei que não acompanharei.
Séries do mix:  Liga da Justiça - Liga da Justiça: Internacional - Capitão Átomo

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Título: Frankenstein, Agente da S.O.M.B.R.A #1
Preço: R$6,90/ 52 páginas 
Especificações: Capa couche, papel pisa brite, distribuição via Comix e Devir
Vou comprar? Talvez
Comentários: Sinceramente, não conheço o personagem, porém me interessei pela série devido a temática mais sombria. A tempo, talvez leia o primeiro arco.
Séries do mix: Frankenstein, Agente da S.O.M.B.R.A

É, comprarei bem pouco. Como disse, não sou muito de acompanhar heróis (X-Men já me consome) e comprar todo mês várias revistas vai me deixar (mais) falido. Mas com certeza muitos fans da DC irão consumir essas revistas, pois os mixes seguiram algumas temáticas legais. Agora é aguardar a Panini revelar mais informações a respeito das demais séries. Assim que fizer, atualizo!

*Até!
*Não li nenhuma dessas séries até o momento e posso me surpreender com alguma, pois só li algumas críticas de fans e também sabemos qual personagem gostamos ou não (mesmo que a história seja ruim).

21/05/2012

[Review] X-Men Extra #11 !


Nome Original: X-Treme X-Men: Savage Land #1; Exiles #5; X-Force #120 e Rogue #
Editora/Ano: Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Chris Claremont; Judd Winick; Peter Milligan; Fiona Kai Avery
Arte: Kevin Sharpe; Mike McKone; Mike Allred; Aaron Lopresti
Sinopse: Estranhos sonhos envolvendo a Terra Selvagem perturbam Vampira. Os X-Men decidem investigar e embarcam numa surpreendente aventura. X-Force: a traição do Técnico e a revelação de toda a surpreendente verdade por trás do massacre dos Badstreet Boys é revelada. Exilados: Blink e seus amigos unem-se a Wolverine e à Tropa Alfa para caçar o incrível Hulk! Ícones: o final da saga de Vampira!



A novidade em X-Men #11 é a inclusão do spin-off de X-Treme X-Men (Savage Land), mas continua na mesma média da edição anterior, ficando bem longe da aventura extrema que os fans aguardam. Em Exilados é iniciado um novo arco (Nas Florestas Selvagens do Norte) e também temos a conclusão da série Ícones: Vampira. Como de costume, a Nova X-Force continua satisfazendo e sendo, facilmente, uma das melhores séries a aportar no mix de X-Men Extra até o momento.


Iniciando a edição temos Os Exilados. Interessante como essa série (assim como a X-Force) divide opiniões entre os leitores, conforme as cartas mostradas nesta e em edições anteriores. Há aqueles que detestam, pois nada acrescenta à cronologia dos mutantes; e há aqueles que gostam, pois é interessante e descompromissada. Pra mim, ela fica no meio termo. É fato que odeio histórias que se passam em realidades alternativas, pois geralmente não prestam. Felizmente, o roteirista Judd Winick está fazendo um trabalho interessante, explorando bem o grupo e eventos já conhecidos pelos fans mais veteranos, como o julgamento da Fênix.

Nessa 5ª história do grupo temos a primeira parte do arco Nas Florestas Selvagens do Norte. Basicamente, o grupo se encontra com o Hulk na época em que o Wolverine fazia parte da Tropa Alfa, no Canadá. Sua missão: impedir que alguns heróis morram. De destaque temos o relacionamento entre Blink e Mímico, uma cena onde mostra vários heróis de segundo escalão, o humor do Morfo e o envolvimento da Arma X, fora o tradicional “Hulk Esmaga!”. Mas de interessante mesmo é o Mímico perder as asas e desfilar sem camisa por toda a história :)


Em seguida, X-Treme X-Men: Terra Selgavem #1. Sinceramente, não entendo o intuito dessa série. Okay, um grupo de X-Men se une para procurarem os diários perdidos de Sina, a mutante que era capaz de prever o futuro, em missões extremas para poderem salvar  humanos e mutantes de um trágico destino. Interessante, mas não é o mostrado na série. Em vez disso temos lutas, um vilão super-poderoso, a morte precoce de uma heroína e outras coisas básicas do Universo X. E nesse spin-off isso fica mais claro.

Vampira sonha que está sendo perseguida por um grupo de dinossauros vestidos de X-Men e acaba sendo devorada no final. Como sua mente virou uma bagunça, o grupo decide seguir algumas coordenadas passadas por Sábia e vão até o local que pode ser o mesmo do sonho da mutante. Lá, encontram um grupo de estranhas criaturas, parecidas com dinossauros e, como dita o “sonho de Xavier”, os X-Treme decidem levá-los à um lugar seguro onde possam viver em paz (a Terra Selvagem). Lembrando que é a primeira parte de um arco e que, como esperado, não acaba tão bem assim. Com uma equipe tão grande na produção, esperava-se mais. De destaque, os desenhos que possuem fortes contornos e a aparição surpresa do Fera.


Na sequencia vem a Nova X-Force. De cara, a presença de Wolverine parodiando a própria série, falando que está ali só pra aumentar as vendas (na verdade ele está sendo filmado por Dup). Dando continuidade aos eventos da edição anterior, Vai Nessa planeja matar o Órfão, a pedido do Técnico, para poder se tornar a nova líder da equipe. O relacionamento entre Logan e Dup é suspeito, além das reais intenções do Técnico. Os desenhos “pop” de Mike Allred e as cores de Laura Allred são excelentes e a história continua surpreendendo.

Focada em Vai Nessa e no Órfão, os destaques vão para o final trágico (como de costume), mas que pode mudar a estrutura da equipe; Wolverine no estilo do Frank Quitely; a utilização da mídia como forma de impulsionar a equipe, explorando o lado mais sensacionalista de cada integrante, como o alcoolismo de Vai Nessa e a depressão do Órfão. Continua sendo a história mais interessante do mix.

E finalizando a edição temos a conclusão da mini-série Ícones: Vampira. Essa série se diferencia das demais por trazer um clima mais calmo e se aprofundar no psicológico da personagem, mas a roteirista se deixou levar pelos clichês que envolvem a Vampira e concluiu a mini-série de forma rasa. Afinal de contas, quantas vezes a mutante não demonstrou sua bondade tendo que tocar em algum amigo/ desconhecido que está com os poderes descontrolados? É bem isso que acontece no final. Há uma curiosidade, também: se é contado os primeiros passos dela nos X-Men, imaginamos que a história se passe numa época mais antiga (ela foi criada em 1981), então o uso de "telefone" e "internet" são, no mínimo, estranhos.

Trata-se de mais uma edição mediana de X-Men Extra, sem nada de muito gritante à acrescentar. Os leitores fazem vários elogios à Panini na sessão de cartas (um pouco diferente da atual realidade), até porque a editora realizou um bom trabalho nas primeiras edições da Marvel. O formato continua o mesmo: capa cartão, miolo LWC.


*Até!
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